Conheça nossa experiência na aceleradora da FGV

19/01/2017

Lucas Toccheton

Como foi nossa experiência na aceleradora da FGV

Um pouco do dia a dia dos projetos de empreendedores da LegalX

No último semestre de 2016, nossa empresa foi selecionada para a primeira batch da aceleradora da Fundação Getúlio Vargas, conhecida por GVentures. Sentimos que já estávamos ficando grandinhos e, apesar de ficarmos extremamente animados com a oportunidade, havia um certo suspense no ar. O que exatamente faz uma aceleradora?

Ela tem uma única missão: acelerar o seu negócio. Ou seja, a aceleradora pretende dar todo o auxílio possível para que você possa chegar ao patamar desejado pela sua empresa.

No nosso caso, isso significou diversas mentorias sobre marketing digital com especialistas do Google, palestras envolvendo a aplicação de um plano de negócios eficiente e técnicas de SEO e Google Analytics com o pessoal da iCarros.

Além disso, a equipe da GVentures ainda disponibilizou um coworking gratuito, onde nós podíamos trabalhar com todas as outras empresas selecionadas e aprender bastante com as experiências que elas estavam passando. Era literalmente bater na porta ao lado e começar a conversar com um time inteiro de pessoas altamente capacitadas.

Tudo isso nos preparando para o dia final: o pitch. Como falar com investidores experientes que estavam ali presentes unicamente para te analisar? Como convencer as pessoas de que nossa empresa era digna de investimentos? Durante a preparação, nos sentíamos quase num episódio de Shark Tank.

Ao final, após uma corrida para terminar os detalhes do site e imprimir os flyers, fizemos um ótimo networking e facilitamos todo um processo complicado de se conseguir capital em um estágio futuro.

Como gostamos dessa estadia na GVentures e tendo em mente que o setor de aceleradoras de legaltechs aqui no Brasil ainda é um pouco incipiente, decidimos ir um passo além e fomos buscar experiências de aceleradoras estrangeiras que atuassem no ramo de inovação em Direito.

Ficamos surpresos. Apesar do alto crescimento mundial do setor, são poucas as aceleradoras específicas nessa área, em razão do (relativamente) baixo número de pessoas empreendendo no setor.

Isso nos levou a incorporar ainda mais os ensinamentos do Peter Thiel. Ele dizia que uma startup que inicia suas atividades em um mercado pequeno, porém de alto crescimento (como o que vem marcando o segmento das Legaltechs), terá uma ótima chance de ser uma das gigantes, pois quando o mercado estiver maior e mais consolidado, ela obterá todas as vantagens de ter sido uma das primeiras a entrar no setor. 

Pretendo falar um pouco mais sobre aceleradoras em posts futuros, abordando desde metodologias inovadoras até aceleradoras mais exóticas (como essas que financiam viagens à Marte). Por ora, posso dizer apenas uma coisa: entramos na FGV com uma ideia e saímos de lá com uma empresa.

Lucas Toccheton Pinsdorf é um dos fundadores da LegalX e estudante na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (São Francisco). Passou pela área de falências da Fazenda Nacional e pela equipe de bancário do Pinheiro Neto Advogados.

Lucas Toccheton

Valeu queridão!

Tiago Smith

Boaaa!! Belo texto e manda ver!